Eu sempre paro pra pensar um pouco na vida.. E isso me remete à dias pretéritos, me faz pensar em dias futuros.. Quando não, me imagino vivendo boa parte dos meus sonhos, ainda distantes... Lembro-me bem dos meus primeiros passos, adorava cantar a velha canção que dizia: "Eu queria ter na vida simplesmente, um lugar de mato verde, pra plantar e pra colher, ter uma casinha branca de varanda, no quintal uma janela só pra ver o sol nascer"..
Os dias foram passando.. Os passos já não eram os mesmos, as canções então, essas estavam desiguais.. Eu sempre desejei tudo de mim, eu sempre precisei do meu máximo.. E sempre tive.. Nunca consegui me conformar com metades, com meias verdades e com sentimentos pequenos..
Eu já até tive medo de ser amiga, de ser sincera, de ser leal.. Mas eram poucos que tinham de mim o sorriso e o brilho dos olhos.. Com os obstáculos, com a raridade que se tem de VIDA entre as pessoas que simplesmente existem, é que eu compreendi, que nasce de mim, a felicidade que eu preciso ter, e que se eu expuser a tal felicidade em seu clímax, isso representará os meus melhores risos, os meus melhores dias..
E quanto as canções que tenho entoado hoje.. Essas são as mais ousadas e nem tão cômicas quanto alguns imaginam.. E não será tão utópica quanto o nosso hino Nacional que já até foi satirizado em nosso ENEM, que também sofreu com a falta de tudo que se vê.. E nem venha pensar que nasci pra ser como Tchê e Marley, que por palavras bonitas tocam revolucionários e sóbrios revoltados.. Eu não escrevi para que fosse comparada aos que como Padre Fabio Melo, tocam os dois extremos repelidos, nominados como razão e emoção..
Eu escrevo o que sinto, sinto o que escrevo.. Canto o que vivo e tenho um tempo longo à frente pra viver o que canto.. Os meus risos sinceros hoje me acompanham e tal felicidade acho que acompanhar não é o termo correto, ela tem me perseguido..
sábado, 17 de outubro de 2009
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