Dia 14 de Junho de 2004, quinto vestibular da FACIMP e para a maioria de nós o primeiro e talvez o único. Ansiosos pelo termo universitários, estávamos na faculdade pontualmente às 8 da manhã, até mesmo aqueles que não gostam muito de exercê-la.
Ainda naquele ao anoitecer, estávamos vidrados no site da Facimp, com o seguinte questionamento: “E aí, sou ou não um acadêmico de Direito?” E desta jornada ali figurava a nossa primeira vitória... Éramos acadêmicos.
Dia 02 de Agosto ainda de 2004, fomos ao primeiro dia de aula, imaturos, ingênuos, mas certamente sabíamos bem o que desejávamos ali, queríamos a lei, desejávamos e clamávamos por justiça.
Os dias foram passando e o tempo nos tirou o pretérito pensamento de justiça, deveríamos, pois lutar por direitos e isso aprendemos com os mestres que ali tivemos.
Nos primários passos, imaginávamos ser como os semi – deuses, com poder para quase todas as coisas terrenas, entendíamos somente acerca de dano, certo que material e moral, mas já nos considerávamos da suprema corte.
O tempo como não cessa em passar, prosseguia em sua jornada e nós ainda ausentes de conhecimento tínhamos em nossa companhia aqueles relatados mestres.
Mas a formalidade começou a sufocar as nossas vidas, foi aí que lembrei de um tal termo SINGULAR e NOTORIO que cansei de ouvir por quase todo o curso. Gente, isso é um tanto quanto singular. Execução? Não se preocupem, vocês terão duvidas a respeito disso, mas na pratica será bem mais simples, isso é SINGULAR! E nem venha me dizer que estou falando de alguém de nos acompanhou por quase todos os períodos, relatando-nos acerca de quase todas as ciências que envolvem o Direito.
Casou-se, aniversariou e em nenhuma de suas festas estivemos presentes, mas obvio que nós que não temos magoa alguma de ninguém (não presente, né?), e ele está aqui e nesse momento tentando adivinhar de quem estamos falando. É meu nobre, sinto muito em te informar, mas você marcou, você sim é impar e SINGULAR.
Até imaginei como seria a reação dos demais, alguns com sorriso nos lábios outros atentos e sérios, mas e você?
Que inicialmente nos passou um ar de formalidade extrema que até mediamos os termos antes de dialogar com você. Remotamente nos ausentaríamos do espaço físico em que era lecionada a disciplina, principalmente quando a mesma estava ao tempo de seu uso, em suas aulas aprendemos o que desejávamos há tempos. Um porte elegante e um discurso altamente formal. Aprendemos sobre labor diário, remuneração, verbas rescisórias, uma visão ampla de nossa pratica.
E por falar em labor, surge em nosso caminho um cara completamente reverso. Célere nas palavras e nos atos, exigente e flexível, serio e cômico. Um infantil maduro, inteligente decidido de pai do ano.
E quanto ao ano, o ano de 2009, ultimo período, quando em 2004 consideravamos um tanto quanto distante, distante é o local de sua origem. Engraçada, animada. Gente, calma aí gente, nós vamos falar sobre aquele cara lá que quer ter a guarda do filho novante, o que vocês acham? Sempre querendo de nós uma expressão critica. Um opinião formada, nos educando para a pratica.
Calma, eu sei que você deve estar se perguntando. “ Ei, e eu?” Calma, raciocina comigo... O primeiro é o SINGULAR, o segundo a formalidade, a linguagem coloquial, os termos complexos que marcam a profissão, há quem fale em Juridiquez, o posterior é um jovem que expõe em seus próprios olhos a realidade de um sonhador, um lutador de um jovem pai, seguido de um ser tão puro e sublime que marca seu ser de uma bondade peculiar (eu disse peculiar e não singular)... Mas não pense que esquecemos de você, não esquecemos de raciocinar com você, de seus tão poucos escritos, que algumas vezes até imaginávamos e temíamos as Lesões por exercícios repetitivos.
E aqui, poderíamos nominar todos os momentos com uma só canção.
Valeu a pena, ê, ê... Sou pescador de ilusões.
Ta, enquanto vocês tentam (com uso do tico e teco), desvendar tais enigmas, eu vos apresento os mais novos operadores do Direito da cidade de Imperatriz, os melhores, os mais bonitos e nem tanto modestos.
Foram cinco anos de perseverança, luta, persistência e insistência naquilo que sonhávamos. As lutas, os obstáculos e barreiras não nos impedia de caminhar, alguns se perderam no caminho, outros optaram por outras trilhas, mas nós suportamos a dor de tolerar um ao outro e é por isso que estamos aqui...
Quem não lembra de Rui Barbosa, das provas macabras de Rosalvo, de pessoas admiráveis como o Mestre Elizon e tranqüilas como Dra. Diva, quem não aprendeu sobre sursis, local do crime e em fases mais elevadas transeunte e não transeunte. E quanto aos nobres colegas... Porque não se recordar da combi, e tão nobre Pastor Cícero marcou pela serenidade em copiar de colegas ou livros, resolução de provas, sem qualquer constrangimento, nosso Ilustre amigo PC, Humberto, Cíntia, Elida, Marcos, Lívia, Flor e tantos outros que não partilham conosco agora.
Ofereço aos presentes uma canção que fala muito do que vivemos hoje.
Ela diz mais ou menos assim:
Ah! Não pensem que acabaram as palavras amáveis... Nem tudo são Flores.
Gostaria de convidar a aluna que por quase todos os dias de universitária percorria o trajeto em seu Mercedes Benz, ia aos estágios à pé ao som de “Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não”, mas que hoje o seu maior trafego pedestre é na academia ao lado de sua casa, levante-se por favor, Dra. Ângela Araújo Carvalho.
Na faculdade buscou sempre excelência, passava noites à fio estudando objetivando um 10, costumava negar, mas nada conseguiria fugir aos comentários de um nobre colega.
Falando nele, um cara de estatura elevada, conhecimento ínfimo, modesto, humilde e nada sabe sobre os que o cercam, sem malicia, macula, tem fé que remove montanha. HaHaHa... Venha, mais novo professor da FACIMP, Dr. Raimundo Vale Leal...
Leal, lealdade, poucas pessoas o tem nos dias de hoje, principalmente em campos políticos. Ahã! Ficou fácil, não é verdade? Não seja tão presunçoso, lembre-se que na CESPE são duas alternativas e atualmente é a prova mais temida em concursos públicos. Chegou como quem não quer nada, conquistou à todos com seu carisma, com sua educação, com seu jeito espontâneo, com seu jeito único, humor nato e inteligência impar... Não pense que falo de Gleide ou Márcia, estou falando de mim, Doutora Kelliany Costa Carvalho...
HaHaHa..
E por falar em Carvalho, arvore de valorosa beleza, lembro de um individuo um tanto quanto cômico, rápido em suas palavras e hilário em suas frases. Quem de nós nunca foi vitima de uma de suas celebres frases. HaHaHaHa. Lembro-me bem de suas gargalhadas. Pode vir Caio Laguna
Ah! Mas se por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher, neste caso não poderia ser diferente, ao lado em suas trapaças havia uma menina meiga, que escondia sua timidez atrás de uma irreverência, que trazia aos nossos lábios sempre os melhores sorrisos, mas não pense amiga, que você tem o melhor rebolado, nunca se iluda, Dra. Aldilene Santos Silva.
Tem um homem que te vence no “chalme”, ele rebola, canta, dança e também faz a gente rir, ele adora cores amenas, rosa, lilás. Chega mais rosinha, ops. Dr. Rodolfo Nero.
Ainda ali ao fundo, notamos a presença de uma garota resguardada, preocupada com os pensamentos alheios ao seu respeito, uma pessoa grande por dentro, né? Porque por fora, compacta, menina FOX! Irreverente sempre de bom humor, mas quando pisam no calo, sai de baixo, penso que deve ser porque nos pequenos frascos o sangue é mais rápido em seus percursos.
Percursos que nem sempre foram os mesmos, caminhamos até o 6°, naquele tempo, nos primários passos tínhamos uma turma completamente distinta da que temos hoje, não tínhamos pessoas que hoje fazem parte de nossa marca. Ta eu sei, você tem algumas alternativas, mesmo que pense ter menos que quatro.
Não há como individualizar, são um só corpo, isto é bíblico. Mas ainda que seja, uma parte desse corpo quis se desfazer do outro. É, perfeitamente isso que você ouviu. Algumas vezes imagino ser isso resultado de muitas noites em claro, estudando, estudando e estudando... Doutores Andrey Rose e Rodrigo Noleto.
E por falar em muitas noites em claro, lembro-me bem do esforço e dedicação de uma de nós, uma que por todos os dias estava bem cedo de pé, em busca de conhecimentos, acho que baseada no termo que destaca “O direito não socorre os que dormem”, era mãe, esposa, dona de casa, servidora publica estadual, e ainda assim tinham um excelente humor. Coisas de pessoas não normais, mas quem é verdadeiramente normal neste mundo? Dra. Hartemiza
Mundo, raimundo... Isso me faz lembrar de um outro jurista, futuramente renomado. Não o conhecíamos bem até que percebemos que também carregava em si nossa marca, o bom humor acima de qualquer coisa, passamos não mais que seis meses compartilhando os conhecimentos. Ah! Não venha você pensar que eram jurídicos, eram cômicos, uma disputa acirrada de apelidos, de historias. Dr. Antonio Carlos Segundo.
Historias, quem não se lembra das tantas criadas por um de nossos nobres colegas... Eu tenho milhões aplicados, bilhões no banco, tenho jatos, já fiz shows para multidões, até tocar de costas eu sei... Quem não temeu o ultimo dia de aula? Eu temi... HaHaHa... João Rodrigues
E creio que ela também temeu... Ela é prestativa, atrapalhada e tinha um certo trauma fugaz. Todos os dias dormia e acordava pensando em provas, provas e provas... Queria não as melhores notas, mas uma caminhada tranqüila, ligava, emprestava, e para ela dedico um termo sério, amiga bombril... Mil e uma utilidades. Márcia
Ela é séria, pelos menos tentou quando comprou um óculos de grau. Transparece uma seriedade, que na realidade existe somente entre seus familiares, é comediante também, senão não estaria entre os natos. É intelectual, isso não impede seu humor aguçado.
É você mesmo Ludmila Franco...
É, mas a Ludmila tem uma híper melhor amiga, uma amiga de infância... Aquela que pode contar por todos os dias de sua vida. Ela é guerreira, ela é dez, pelo menos se denomina assim. Gleide Santos...
É, você deve estar se perguntando. Ei, cadê eu? Você que iniciou e terminou o curso com um único amor, que raridade... Todos imaginavam uma ingenuidade. Quem não se impressionou com as perolas de Dayanny... Quando todos pensavam estar no fim de seus termos cômicos, lá solta sua irreverente e impressionante frase... Consumia os risos de todos... Sempre apresentou bons trabalhos, tirou boas notas, mas se a prova fosse objetiva. Ih! Calcanhar de Aquiles... Todos temos...
Hoje, estamos em nossa ultima aula, sugestiva sua denominação. Aula da saudade... E quando pegarmos as nossas fotos são estes rostos que nos trarão os melhores sorrisos, as melhores lembranças... E estaremos sempre nos encontrando, ainda que em pequena quantidade, porque nós somos sim parte dos grandes e ousados homens e mulheres que venceram.
sábado, 17 de outubro de 2009
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